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Programa Farmácia Viva chega a terreiros de matriz africana na Região Metropolitana de São Luís

Programa Farmácia Viva chega a terreiros de matriz africana na Região Metropolitana de São Luís. (Foto: Marcio Sampaio)

O Governo do Maranhão assinou o termo de adesão para implantação do Programa Farmácia Viva em oito terreiros de matriz africana na Região Metropolitana de São Luís. Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Secretaria Adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, o programa Farmácia Viva implantará hortos de plantas medicinais, litúrgicas e hortaliças.

O termo de adesão foi assinado, na última sexta-feira (8), em conjunto pelo secretário adjunto da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Marcelo Rosa, a secretária adjunta de Estado Igualdade Racial (Seir), Socorro Guterres, e pelos representantes dos oito terreiros.

A ideia do programa é orientar a população a fazer o uso correto das plantas medicinais, agregando o conhecimento popular respaldado, cientificamente, à atenção primária à saúde. Além da construção de um horto, como cerca de 70 espécies de plantas medicinais, será feita a capacitação de técnicos para cultivar e entender os usos terapêuticos de cada espécie.

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Assinatura do termo de adesão para que o programa Farmácia Viva seja levado aos terreiros de matriz africana. (Foto: Marcio Sampaio)

“Essa parceria com os terreiros, com as comunidades de matriz africanas é fundamental, porque já tem esse conhecimento tradicional da utilização de plantas para o combate as doenças. A Farmácia Viva tem essa interface, pois usa esses conhecimentos tradicionais, leva para universidade e extrai dessas plantas os princípios ativos, dá uma orientação técnica a respeito do uso dessas plantas. Qualifica o trabalho que eles já realizam nos terreiros com as plantas medicinais, levando conhecimento científico desenvolvido durante as pesquisas”, afirmou o secretário adjunto da SES, Marcelo Rosa.

Para o Pai Paulo de Aruanda, do Terreiro Nossa Senhora da Vitória, o projeto é uma confirmação daquilo que os povos de matriz africana fazem há muito tempo. “Ficamos muito felizes com essa parceria, pois nós sempre usamos as ervas como medicação. Muitos se atêm ao lado espiritual dos terreiros, mas hoje se está reconhecendo que o saber de matriz africana cura a população durante muitos séculos. O saber não está na religião, está na nossa ancestralidade”, ressaltou.

A chefe do Departamento de Educação em Saúde da SES, Claudiana Cordeiro, explicou que a proposta é unir e valorizar a cultura popular existente nos terreiros à técnica dos cuidados de saúde da SES.

Pai Paulo de Aruanda destaca a parceria com a gestão estadual. (Foto: Marcio Sampaio)

“Existe um processo de construção milenar da cultura de matriz africana. Com o projeto, fazemos uma discussão mais ampla de saúde e cuidado dentro do território. Os multiplicadores vão fazer, posteriormente, oficinas regionais em seus distritos para repassar o conhecimento”, destacou.

Presente à assinatura do termo, a coordenadora do Farmácia Viva, Kallyne Bezerra, explicou que o programa nasceu como projeto simples, porém como o avanço e reconhecimento foi instituído mediante portaria. “A Matriz Africana é a base da Farmácia Viva, pois é onde todas essas plantas medicinais surgiram. Com isso, vamos levar saúde de uma forma científica através de xaropes, pomadas, fricções e chás usados de forma correta para todas as patologias”, afirmou.

Para a secretária ajunta da Secretaria de Estado da Igualdade Racial, Socorro Guterres, o grande ganho do projeto é o respeito e a valorização da ancestralidade da cultura do povo de matriz africana.

“A importância significativa de garantir esse direito a essa população me enche de alegria e gratidão. Esse projeto tem essa perspectiva de preservar da nossa ancestralidade. A chegada do conhecimento cientifico da Farmácia Viva para cuidar daquilo que já era uma prática contribui para a qualificação e segurança no uso das plantas medicinais”, comentou.

 

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